Fresta de janela, noturna sedução.
Luz da lua banhando o corpo em seda semi-encoberto,
acendendo o desejo.
As sombras dos nossos movimentos
flutuando cúmplices ao sabor das sensações,
cadenciadas, ritmadas, em crescente intensidade
culminando em cósmica explosão.
Delírio mútuo, saciedade e descanso.
A luz da manhã privilegiando o fim do nosso embate.
Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento, imagem Google Images
Na instituição em que trabalho temos um colega cuja maior virtude é o bom humor. Em uma de suas visitas bem humoradas a um outro setor, saudou os colegas ali presentes:
- Bom dia! Tudo bem com vocês?
Dirijindo-se a uma outra colega, em especial:
- Como você está bonita hoje!
E a resposta seca e mal humorada que obteve, foi:
- Pena que não posso dizer o mesmo de você.
Revestindo-se de uma presença de espírito inigualável, retrucou:
- Faça como eu, minta!
Ser lindo é ser feliz.
Se tem rugas,
Não importa.
Se tem alguns quilos a mais,
Ou a menos,
Também não importa.
Se a cor do cabelo é preta,
Vermelha ou roxa,
Ou branca,
Que importância tem?
É feliz?
Isso é importante.
Porque a felicidade é bela.
Tudo é belo,
Quando se é feliz.
Quem precisa de beleza?
Felicidade é do que precisamos.
Quando felizes,
Somos belos,
Só isso.
Autora: Lucia Andrade, publicado em sua página do Facebook, vídeo extraído por Paulo Nascimento no You Tube
A faca da angústia
Ainda sangra meu peito.
Faço de tudo pra esquecer
Mas nada que tento surte efeito.
O telefone toca, atendo.
Silêncio. Ninguém diz nada.
A saudade me sufoca.
Na escuridão choro calada.
Como fotografia,
Teu rosto não sai de mim.
Lembro da nossa utopia
De viver um amor sem fim.
Agora o sonho acabou,
Virou pesadelo medonho.
Só tiro notas de tristeza
Em cada canção que componho.
Tentei um caminho escolher,
Ser fiel à minha essência.
Sofro por não querer sofrer
Por não ver em você consciência.
Em um egoísmo desmedido
Querendo ter sem se doar.
Vi que não tinha sentido
Deixar você me pisar.
Espero um dia me erguer
Lembrar de você no passado.
Só não sei quando vai ser,
Se tudo terei superado.
Penso no que vou fazer
No dia em que te encontrar.
Forte vou tentar parecer
Pro outro lado vou olhar.
E mesmo chorando na alma
Vou sorrir escancarado.
Fingirei estar bem calma
Apesar
Do coração despedaçado.
E quando em casa eu chegar
Às lágrimas darei vazão.
Sentada em um canto do quarto
Dedilhando o violão.
Autora do texto: Lucia Andrade, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.
Se o bem-casado casou, Isso a gente não sabe, Mas a laçada enrolou E o resto aqui não me cabe. Parte esquerda, parte direita, Joga no açúcar, passa recheio. É assim no casamento: Bolo com embolo E o doce no meio. Depois de tudo juntado, Enfeita com laço de fita. Parece o vestido da noiva Cheio de renda bonita.
Autora do texto: Lucia Andrade, publicado em sua página do Facebook.
Ainda estou no passado,
Muito distante,
Mais que nunca presente.
Ainda te vejo,
Te ouço,
Te sinto.
O tempo passou apenas para ele mesmo,
Porque,
Para o meu coração,
Você ainda está aqui,
Aconchegado em meus braços,
Afagando meus cabelos.
Sua boca ainda beija a minha
E sua voz ainda me chama.
Sinto que você sente o mesmo.
E assim,
As lágrimas não secaram de todo,
O tempo continua passando,
E o amor,
Exatamente como você falou,
Esse permanece.
Autora: Lucia Andrade, publicado na página VAMUAÍ do Facebook. Vídeo extraído do You Tube.