Mostrando postagens com marcador Meus Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meus Poemas. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de junho de 2022

Alma Verdadeira

Se pareço
Para uns, alegre
Para outros, triste
Para uns, fraco
Para outros, agressivo
Para uns, falso
Para outros, sincero
Para uns, sem graça
Para outros, belo
Para uns, comum
Para outros, inconfundível
A todos... uns e outros,
Sem levar em conta seu julgamento
Responderei com o mesmo sorriso permanente
Que vem da minha alma, verdadeiramente.

Autor: Paulo Roberto Nascimento

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Voto Traído

Confiei...acreditei! Teu discurso de frases feitas de nefasto efeito.
Improviso previamente calculado,
farsa mascarada no palanque-teatro.
Em segundos, uma urna, meu voto, seu quatriênio,
seu mandato e sua arte de Pinóquio premiada.
Te elegi como meu representante,
sua representação me traiu.
Tuas fotos e escândalos em jornais,
mentiras descobertas...
meu voto, minha vergonha!



Autor: Paulo Roberto Nascimento, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.
Imagem extraída por Paulo Nascimento do Google Images.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Ator/Atriz - Republicado

Gestos, insinuações, simulações, sorriso contido,
Caretas, gargalhadas, cenho franzido.
Fuga da câmera, saída de cena, frente e perfil,
Catarse, gritos, sussurros, paixão ao extremo.
Exaustão, tragédia, farsa, comédia.
Todas as sensações em um único ser.
Profusão de sentimentos,
Confusão de personalidades.
Nossas facetas jogadas nas nossas caras
Expondo nossa fragilidade e força ao nosso próprio julgamento.
Na medida de uma representação, nossa realidade desnudada num único ser,
Um ser de cada vez ou nenhum ser real.
Entre múltiplas vivências,
O difícil trajeto de retorno a si mesmo
Um rito de passagem a cada apresentação.


Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Homenagem aos atores e atrizes que pelo amor à arte se viram pelo avesso em busca do melhor personagem.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Anarquia


Vim pra quebrar a monotonia.
Virar a mesmice de ponta cabeça,
Estabelecer o caos.
Colocar um fim no princípio,
Dar um início ao final.
Brincar com a cara do tédio,
Praticar a anarquia,
Barbarizar geral.
Pintar a cara pra guerra,
Guerrear sem ideais.
Marchar pela liberdade,
Contra a lógica dos boçais.
Abaixo a opressão!
Libertem nossas cabeças!
Mente sã, pensamento são,
Pra que a insanidade floresça.

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mundo Animal

A aranha tricoteia a teia suspensa e acerta na mosca.
Sapateia o pato com seu gingado malandreado.
Vaga o vaga-lume com seu lume que pisca-pisca na noite.
O camaleão permeia por entre formas, cores, disfarces e múltiplas faces.
Serpenteia a serpente a enroscar-se em volta de si.
A raposa esperta espreita a presa.  Um bote e...surpresa!
O lobo uivando e transformando a noite em angústia e apreensão.
O leão esgueirando-se na trilha engana a caça, que tenta fugir da desgraça.
O crocodilo e seu olhar à beira d'água, boiando... espreitando a "bóia".
A zebra, como presa, esperando ser a "zebra" do dia.
A hiena e seu bando, rindo de tudo e um naco das sobras esperando .

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Vídeo: Enciclopédia da Vida Selvagem.  Extraído do You Tube.


domingo, 6 de outubro de 2013

Ator/Atriz

Gestos, insinuações, simulações, sorriso contido,
Caretas, gargalhadas, cenho franzido.
Fuga da câmera, saída de cena, frente e perfil,
Catarse, gritos, sussurros, paixão ao extremo.
Exaustão, tragédia, farsa, comédia.
Todas as sensações em um único ser.
Profusão de sentimentos,
Confusão de personalidades.
Nossas facetas jogadas nas nossas caras
Expondo nossa fragilidade e força ao nosso próprio julgamento.
Na medida de uma representação, nossa realidade desnudada num único ser,
Um ser de cada vez ou nenhum ser real.
Entre múltiplas vivências,
O difícil trajeto de retorno a si mesmo
Um rito de passagem à cada apresentação.


Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Homenagem aos atores e atrizes que pelo amor à arte se viram pelo avesso em busca do melhor personagem.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Arraiá Privinido - Republicado

Vamo vê balão no céu?

Pode não, que a tar da Incologia, critica e faiz iscarcéu.

Intão vamo pulá fuguera

Prá isquentá a brincadeira?

Né boa idéia não,

Si prá atendê o povo num tem hospitar

Vai qui um si quema i di novo vira nutiça di jorná.

Du mermo modo tá frito

o pobre qui si mete a tacá no bucho di uma só veiz

batata doce, canjica e quentão,

Óia o istrago feito nas tripa do cristão.

I cadê hospitar qui é bão?

I u fuguetório ixprodindo no céu ? Qui beleza!

Sei lá... vai qui um dispreparado

Vira a pontaria do bicho pro lado errado?

Eita, ma tá difici de cumeçá o arraiá!

Tá certo sê cunciente, evitá os acidente,

Mai a hora é di si divertí.

Chamá logo a sanfona, o triango e a zabumba,

Us sinhozinho, as sinhazinha,

Inté di cidade vizinha

Prá modi nóis farriá,

Qui a vida inda é bela,

I há di inchê di alegria a festa do nosso arraiá.

Cum a proteção de São Pedro, Santo Antônio e São João,

Num haverá pobrema não.

Vai ficá prá lá di bão!


Autor: Paulo Roberto Nascimento, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Simples, só papel

Era só papel, sem vida, jogado em um canto, abandonado.

Alguém, necessitado de expressão, uma ideia, palavras soltas precisando de um sentido, dele se utilizou.

Como química, palavras jogadas imprimiram sentimentos represados,

Enclausurados nas masmorras do pensamento.

Em voo livre passearam pelo papel, libertas, sem censura.

Ecoaram medos, diversão, experiências vivenciadas ou fictícias, não importa.

Em avalanche, povoaram nossos pensamentos.

Asas condutoras da nossa imaginação, criaram ambientes para o nosso deleite.

Era só papel. Algo simples que teimamos não enxergar.

Uma vara de condão que toca e transforma vidas. Simples, só um papel. 


Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Música: Aquarela - Toquinho.  Video extraído do You Tube. 



Leia também: Registro de sonhos 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Viagem pelo prazer

É só desejo, língua e saliva
O que o teu corpo cativa
Sussurros, movimentos, cadência sem freios,
Receios ou rodeios
A mente indecente mente, raciocínio ilógico... lógico!
O momento é do instinto, do toque, da sensação
O maestro é a mão ligeira e sensitiva
O toque dos dedos dedilhando a canção do prazer infinito
No finito tempo que nos desperta
Depois da convulsão
Ao aterrissarmos em pouso leve da breve viagem.

Autor: Paulo Roberto Nascimento

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Porto Seguro

Luz que reluz
Um brilho sedutor
Na manhã cor de chumbo
Colorindo minhas retinas de um azul que só eu vejo
Acordo junto de ti
Livre a cada manhã
O bastante para o meu ser
Meu mundo real que imagino ao teu lado
Em mar bravio meu conforto
Minha rota segura
Minha âncora
Meu seguro porto

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Música: Pétala Djavan.  Vídeo extraído do You Tube

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Sonho Possível



Voa livre o pensamento.
Sigo o seu rastro.
Seguro?  Não sei.
De tão livre ao sabor dos ventos,
Para onde vai?
Pelos vãos e desvãos dos sentimentos,
Flutuando acima dos picos da emoção,
Em rasante rente ao perigo iminente?
Passageiro do meu instinto, como um Ícaro sem asas de cera,
Vou na cauda do voo desabusado ao improvável
Rumo ao sonho possível.


Autor do texto: Paulo Nascimento, publicado na página VAMUAÍ, do Facebook.

Imagem: http://vidadeicaro.blogspot.com.br









sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Pajem de Mim


Como pajem,
A ti dediquei cada momento de todos os meus momentos.
Bebi cada palavra por ti proferida:
As sãs e as que, nem notaste, abriram profunda ferida.
Talvez não compreendesses a minha dedicação,
Não ouvias meus sentimentos,
Os meus silêncios repetidos, meus mudos apelos.
Sem calor no leito, ou soluções no divã,
Feita a constatação procurei abrigo na minha solidão.
Perdoa-me, mas preferi sentir o frio da manhã
E ser pajem de mim mesmo.

Autor do texto: Paulo Nascimento

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Imaginatio

Letras solitárias, aparentemente frias.

Na junção do jogo de palavras

Transbordam sonhos, aventuras, fantasias.

Um vasto mundo de paisagens, descrições e personagens com suas máscaras e revelações

Viajando pelo nosso pensamento, instigando nossas emoções .

A cada virada de página

Novos cenários, mocinhos e vilões dançam em nossas mãos.

Os autores gotejando na nossa imaginação o surreal e o real de suas criações.

Aceito o convite para beber dessa fonte de seres inspirados.

Universo de encanto e magia declarados.


Autor do texto: Paulo Nascimento.  Publicado na página VAMUAÍ, do Facebook.

Imagem: Google Images - site: livroseafins.com.br




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Próxima Atração

A noite, a brisa, o bar,
Ao fundo com suas músicas irritantes
As máquinas de jogos de azar.
Insinuantes, hipnotizantes,
Instigando nos fracos
Seus desmandos, desvios descontrolados,
desmedidos, despudorados.
No fim, enganados, desesperados,
Saem frustrados, arrependidos...
Até a próxima vez,
A próxima atração pelo vício.


Autor do texto: Paulo Nascimento
Imagem: http://www.mp.rs.gov.br/alquimia/clipping_areas/id27941.html

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Epitáfio Poético

Não falarei mais de amor.
Não pregarei mais em coração deserto
onde meus sentimentos não encontram eco.
Mergulharei em meu oceano interior,
e lá, no reino abissal de mim,
calarei o canto nobre do amor
e o selarei em seu repouso final.

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento



Música: Eu Só Sei Amar Assim - Zizi Possi. Composição: Herbert Vianna. Vídeo extraído do You Tube.

Sorrir e Cantar

Sinto que preciso sorrir
Como se não existisse:
A tristeza dos infelizes,
A dor das cicatrizes,
A saudade do que foi,
A incerteza do porvir,
O rancor dos incompreensíveis.

Se a minha alegria faz alguém feliz,
Se há ouvidos e olhos atentos à minha alegria...
Sorrirei mais, cantarei mais
Sufocarei a tristeza e a solidão,
Pois terei a certeza
Que mesmo ao longe
Haverá alguém fazendo coro com a minha canção.

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento.



Música: Sorri - Djavan. Composição​: Charles Chaplin/G.​Parson/J. Turner - versão: Braguinha
Vídeo extraído do You Tube

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Antes que seja tarde

Trânsito agitado, agressividade, confusão
sub-humanos, feito zumbis em seus andrajos
perambulando pelas ruas agredindo meus olhos
e minha crença na dignidade humana.
Murmúrios de protesto gritando em meus ouvidos.
Nem o menor silêncio consegue imperar.
Desejo um descanso no meio do caos,
uma quebra do ritmo frenético no qual estou mergulhado.
Tento orar, tento clamar.
Peço paz ao mundo,
peço paz ao meu espírito.
Paz, paz, paz,
apenas paz...
Antes que seja tarde.

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento.


domingo, 24 de junho de 2012

Outono, renovação e amadurecimento

Na plataforma da estação do trem,
encontro-me estacionado, observando o céu,
as luzes artificiais ofuscando-me a visão
das estrelas ao redor.
A majestade da lua-lustre se impondo
e ilustrando a noite,
Leve brisa beijando-me o rosto,
como o pouso dos teus lábios,
apressa-me o coração
pela demora do próximo trem
e a saudade que acelera o meu peito.
Folhas e frutos vi caídos pelo caminho,
sinais de renovação e amadurecimento do nosso amor.
Nesta longa noite, como longas são as noites de Outono,
aguardo ansioso o breve retorno aos seus braços.

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento

Malandragem

Sem gingado no passo,
talvez fora de compasso.
Gíria, nem pensar.
Poucas palavras,
linguagem simples ao falar.
Atitude invisivel, indecifrável,
observador atento, olhando tudo ao redor.
Captando impressões,
com amável cumprimento
tira suas conclusões.
Saindo sem nada dizer,
malandramente sorrindo,
novos caminhos seguindo.

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento.

terça-feira, 19 de junho de 2012

ALMA GÊMEA

Fêmea de doces segredos revelados no leito,
de meiguice e dengo ao recostar no meu peito.
Fêmea de cheiro gostoso na hora do cio
que preenche por inteiro o meu ego vazio.
Fêmea de olhar brilhante de paixão, tezão, não sei...
ultrapassando os limites de tudo que pensei.
Como em um quadro na moldura do leito,
ao meu toque o seu corpo se inflama,
respiração ofegante... pelos eriçados,
sinto o prazer de ver teus sentidos aguçados.
Na explosão do corpo em convulsões
o silêncio que se faz parece não findar.
Assisto, maravilhado, o teu despertar.
O olhar lânguido, o sorriso puro da minha fêmea,
o movimento preguiçoso ao meu encontro
do corpo da minha alma gêmea.

Autor: Paulo Roberto Nascimento, publicado na página VAMUAÍ, do Facebook.  Vídeo extraído do You Tube.

Pronto, xinguei!

Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial.  Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...