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Mostrando postagens com o rótulo Crônicas

Equipamentos melindrosos (republicado)

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Certo dia, em um setor de uma empresa onde trabalhei, um colega revisava a copiadora multifuncional que apresentara problemas de funcionamento. Após vários procedimentos rotineiros, ela voltou a funcionar, embora o motivo do problema não tenha sido identificado. "Talvez seja só uma manha do equipamento", comentamos, antes que ele se retirasse. Esse episódio me fez lembrar de outra ocasião, enquanto aguardava na fila do correio, na agência Primeiro de Março. Conversava com uma pessoa próxima quando presenciamos um acontecimento curioso: a máquina seladora da agência parou de funcionar repentinamente. A funcionária tentou solucionar o problema, sem sucesso. Chamou, então, a colega mais próxima, que também não teve êxito e sugeriu: "Chama a fulana; ela entende disso." A "fulana" foi chamada e, com ares de especialista, examinou a máquina de vários ângulos. Decidida, deu um forte tapa em uma das laterais do equipamento, que voltou a funcionar imediatamente. Re...

Remédio pro coração

Sonhar com a felicidade E crer nesse sonho todo dia. Ter na boca a palavra mais doce, Mesmo em meio à angústia, Mesmo que a dúvida se faça. Dar sempre o primeiro passo Para trazer de volta o sorriso, Cobrir a união de paz. Qualquer que seja o desfecho A lição do amor sempre acrescenta. É riqueza que não se perde, É o bem que um dia retorna, Remédio pro coração. Autora do texto: Lucia Andrade

Achado Não É Roubado Quem Perdeu Foi Relaxado

     Existem alguns objetos cuja posse é indefinida:  o dono é quem pega primeiro.  Dois exemplos disso são o guarda-chuva e a caneta .  Pode ser que existam outros, porém, esses para mim são marcantes por dois fatos que me vieram à lembrança.      O  primeiro desses fatos, relacionado ao guarda-chuva, cabe uma explicação: já perdi muitos guarda-chuvas " made in china, taiwan, paraguai " ou coisa que o valha, mas o objeto desta narrativa é um senhor guarda-chuva, automático, comprado na  Casa Vesúvio.   Portanto, motivo de extremo cuidado.  Quem conhece a qualidade sabe do que eu estou falando.      Por mais atentos que sejamos, o descuido se apresenta em alguns momentos e, no meu caso, aconteceu numa ida ao sanitário, no local de trabalho quando, por não ter onde colocar o guarda-chuva deixei-o pendurado na porta e, ao sair de lá em direção à minha sala imediatamente me dei c...

Presença de Espírito

Na instituição em que trabalho temos um colega cuja maior virtude é o bom humor.  Em uma de suas visitas bem humoradas a um outro setor, saudou os colegas ali presentes: - Bom dia! Tudo bem com vocês? Dirijindo-se a uma outra colega, em especial: - Como você está bonita hoje! E a resposta seca e mal humorada que obteve, foi: - Pena que não posso dizer o mesmo de você. Revestindo-se de uma presença de espírito inigualável, retrucou: - Faça como eu, minta! Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento

Equipamentos melindrosos

       Dia desses, no setor em que trabalho, um colega efetuava uma revisão na copiadora multifuncional daquele local, que tinha apresentado problema de funcionamento.  Ao final de vários procedimentos rotineiros ela voltou a funcionar sem que tivesse sido identificado o motivo.  Talvez uma pequena manha do equipamento, pensamos.        Esse fato me fez lembrar certa ocasião, quando me encontrava na fila do correio, precisamente na agência Primeiro de Março, conversando com uma das pessoas que estavam na fila comigo e nos deparamos com um acontecimento curioso: a máquina seladora da agência parou de funcionar repentinamente.  A funcionária da agência fez algumas tentativas para resolver o problema, sem obter êxito.  Providencialmente, ela chamou a colega que estava mais próxima que, também, não conseguiu solucionar o problema, sugerindo então: - Chama a fulana que ela entende disso.  ...

A alegria da coroa do 456

Há alguns dias, durante viagem na linha 456 - Abolição-General Osório, enquanto lia minhas apostilas do curso de pedagogia, desviei minha atenção para uma senhora de aproximadamente uns sessenta anos, bem vestida, de óculos escuros, com fones nos ouvidos, parecendo ouvir uma música muito alegre pelo fato de fazer movimentos labiais como se estivesse a cantá-la e dançando como se tivesse sido transportada para uma outra dimensão, numa solitária alegria onde cantar, dançar, alheia ao mundo, lhe dissesse mais que as notícias do cotidiano nos jornais. Que música era essa que transformava, por um momento, a vida dessa senhora? Seria um antídoto contra o veneno que nos corrói no dia-a-dia, quando a nossa incapacidade de encontrar alegria, de ficar imunes aos acontecimentos ruins nos torna fracos e descrentes de nós mesmos? Infelizmente, ela desceu antes que eu pudesse lhe pedir a fórmula de tão desejado bálsamo.  Porém, como se propagada pelo ar sua alegria me toco...

Não estamos no Coliseu

No último fim de semana, tivemos dois acontecimentos que de alguma forma se relacionaram, aliás, de forma assustadora. No sábado,  o UFC (Ultimate Fighting Championship), realizado no Rio de Janeiro, me chamou a atenção pelo fato de mesmo não sendo um apreciador desse esporte, estando em um restaurante com a minha mulher, ter observado as reações das pessoas presentes nesse ambiente aplaudindo cada ato de violência da luta que a televisão mostrava, pouco se importando com o ser humano que ali estava sendo submetido a pancadaria.  Nesse dito esporte um oponente pode socar o adversário na cabeça, mesmo caído, o que configura a possibilidade de um golpe mortal em qualquer momento. No domingo, tivemos um clássico do futebol entre  Vasco e Flamengo , dois clubes que, de alguns anos para cá, têm cultivado entre suas torcidas uma rivalidade exacerbada ao limite da guerra.  Ocorre que, em determinado momento, o técnico do...