Mostrando postagens com marcador Autor: Paulo Roberto Nascimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Autor: Paulo Roberto Nascimento. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Equipamentos melindrosos (republicado)

Certo dia, em um setor de uma empresa onde trabalhei, um colega revisava a copiadora multifuncional que apresentara problemas de funcionamento. Após vários procedimentos rotineiros, ela voltou a funcionar, embora o motivo do problema não tenha sido identificado. "Talvez seja só uma manha do equipamento", comentamos, antes que ele se retirasse.

Esse episódio me fez lembrar de outra ocasião, enquanto aguardava na fila do correio, na agência Primeiro de Março. Conversava com uma pessoa próxima quando presenciamos um acontecimento curioso: a máquina seladora da agência parou de funcionar repentinamente. A funcionária tentou solucionar o problema, sem sucesso. Chamou, então, a colega mais próxima, que também não teve êxito e sugeriu: "Chama a fulana; ela entende disso."

A "fulana" foi chamada e, com ares de especialista, examinou a máquina de vários ângulos. Decidida, deu um forte tapa em uma das laterais do equipamento, que voltou a funcionar imediatamente.

Resolvido o problema, a nossa "técnica" voltou ao trabalho com ares de "mais um caso resolvido". Eu e a pessoa com quem conversava trocamos olhares e, após o espanto inicial, caímos na risada diante do talento da especialista em "porradinha".

No caso da nossa copiadora, o colega não precisou recorrer a esse artifício. No entanto, fica a dúvida: será que, sem percebermos, ele usou alguma forma sutil de ameaça para fazê-la funcionar?

Quem consegue entender esses equipamentos? E, se tivessem sentimentos, como reagiriam?


 Autor: Paulo Nascimento

Uma pausa para os comerciais...

Sou afiliado Magalu, Mercado Livre e Shopee. Vamos fazer boas compras juntos? Fale comigo:

(21)98519-7011










quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Acerte o passo

Começamos uma vida a dois
Mas o agora ficou pra depois
Pensava ter um amigo
Vi que agora não conto contigo
Na minha conta não existe fracasso
É melhor acertar esse passo

Dança comigo, senão você dança.

Como um filme que termina sem graça
Assim a nossa vida passa
Não posso prever o futuro
Mas não vou dar um tiro no escuro
Precisamos encontrar um caminho
Dança certinho ou sai de fininho.

Dança comigo, senão você dança.


Texto: Paulo Nascimento

Maria - Acabou

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Dia Mundial do Rádio


No dia 13 de fevereiro foi comemorado o Dia Mundial do Rádio. A criação desta data memorável ocorreu em 1896 e devemos esta descoberta ao físico e inventor italiano Guglielmo Marconi. De certo, é inegável a contribuição deste veículo de informação e entretenimento . 

Desde minha infância, tive uma atração por este veículo de comunicação e até hoje, diante de outros meios, sinto uma certa nostalgia daqueles tempos quando a minha imaginação viajava nas ondas sonoras, marcadas por vozes que narravam histórias que me faziam participar delas como se ali estivesse. 

Lembro de um jogo da Copa do Mundo de 1966 - eu tinha oito anos - quando o Brasil enfrentou a Bulgária.  Era difícil acompanhar a narração do jogo, já que o som oscilava devido ao tipo de antena da época.  Mas, eu não desgrudava o ouvido daquela caixinha mágica.  Pelo menos fiquei sabendo que o Brasil ganhou de 2x0, gols de Pelé e Garrincha.

Tempos depois, ouvia fascinado os radioteatros: o Incrível, Fantástico, Extraordinário, uma série que relatava histórias fantásticas enviadas pelos ouvintes da Rádio Tupi, que ficou no ar durante 11 anos - a sonoplastia usada nesse programa era fascinante e amedrontadora, tal a qualidade e criatividade; Aventuras do Anjo, um playboy americano, metido a detetive, criado por um brasileiro: o ator Álvaro Aguiar, seu intérprete, que ficou no ar durante 17 anos na Rádio Nacional; que também tinha Jerônimo, o herói do sertão, criação de Moisés Weltman, com seu companheiro Moleque Saci, uma espécie de Batman e Robin nacional, combatendo os poderosos que oprimiam os mais fracos.

Depois, a minha emissora preferida era a Super Quente Mundial, prefixo 860, onde eu ouvia Ritmos de Boate, na apresentação de Big Boy, o mais famoso disc-jockey da época, com o seu bordão: "Hello, Crazy People, aqui quem fala é Big Boy", e daí começavam a desfilar as canções mais tocadas nas boates.

Com a chegada da TV e depois, dos celulares, fica a pergunta: qual o destino do rádio?

Traduzindo partes da letra do Queen, em Radio Ga Ga, eu respondo: "como todas as coisas boas, dependemos de você, então fique por perto pois poderemos sentir sua falta", "alguém ainda te ama".

Como é bom viajar nas ondas do rádio!



Links:

Pronto, xinguei!

Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial.  Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...