E assim ficamos nós,
Nas bodas de algodão.
Ou quase...
Tentamos tenazmente,
Mas não foi possível prosseguir.
Não juntos.
As pedras do caminho foram grandes demais,
Pesadas demais.
E assim ficamos nós,
Somente com recordações.
Lembranças dos tempos de amor e amizade,
Dos tempos de romance e saudade.
Saudade...
Nem isso nos restou.
Ficou só o vazio.
Sim, o vazio.
O amor se transformou em vazio.
A mutação foi gradativa e traiçoeira,
Assustadora e dolorosa.
E no fim, o que herdamos de tudo?
Ele, o infindável vazio.
E descobrimo-nos frágeis,
Tão frágeis quanto algodão,
O algodão das bodas,
O algodão que se desfez.
Autora do texto: Lucia Andrade, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.
Vídeo extraído por Paulo Nascimento no You Tube.
A ideia deste blog é promover agradáveis encontros com os que compartilham minhas esperanças, através das minhas letras incertas. Sejam bem-vindos!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Pronto, xinguei!
Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial. Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...
-
Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial. Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...
-
A música Simples Desejo, de autoria de Jair Oliveira e Luciana Mello, soava em sua mente como trilha sonora da sua vida, pois achava “legal ...
-
Recentemente, aconteceu um fenômeno raro conhecido como "vibração atmosférica induzida", supostamente a causa de um apagão na Euro...
Tristemente poético. Um desfecho sem consolo.
ResponderExcluirTriste teus versos, mas de pura beleza.
Bjssss
Obrigado pelo comentário, mas o mérito é da minha prima Lúcia Andrade, que participa conosco da página "VAMUAÍ", do Facebook. A autoria do poema é dela, eu apenas fiz um link com a música da Marisa Monte. Concordo com você, é triste mas é a descrição poética das bodas de algodão, que mudam ao sabor do vento.
ResponderExcluir