sábado, 28 de abril de 2012

Bodas de Algodão

E assim ficamos nós,
Nas bodas de algodão.
Ou quase...
Tentamos tenazmente,
Mas não foi possível prosseguir.
Não juntos.
As pedras do caminho foram grandes demais,
Pesadas demais.
E assim ficamos nós,
Somente com recordações.
Lembranças dos tempos de amor e amizade,
Dos tempos de romance e saudade.
Saudade...
Nem isso nos restou.
Ficou só o vazio.
Sim, o vazio.
O amor se transformou em vazio.
A mutação foi gradativa e traiçoeira,
Assustadora e dolorosa.
E no fim, o que herdamos de tudo?
Ele, o infindável vazio.
E descobrimo-nos frágeis,
Tão frágeis quanto algodão,
O algodão das bodas,
O algodão que se desfez.


Autora do texto: Lucia Andrade, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.
Vídeo extraído por Paulo Nascimento no You Tube.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Revigorado


Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento, imagem Google Images, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.

Proposta Apetitosa



Eis a minha proposta:
Saciar teu apetite

Com mesa farta e bem posta.

... Em tempero de ervas finas,

Um salmão, cuja melhor posta

Acrescida de um bom vinho,

De boa safra reposta,

Aguçará teu olfato e paladar.

O estalo da língua que no céu da tua boca encosta,

Soará em meus ouvidos como tua melhor resposta.




Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.
Arquivo BR/IMGRES
Imagem extraída do Site: http://www.estradaanil.com/2009_07_01_archive.html

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Preciosa Companhia

Minha companheira, amiga verdadeira
Agradável companhia no meu dia-a-dia
Silenciosamente observando meus conflitos
Ombro amigo, disponível
Sensível ao meu grito silencioso
Corpo abrigo dos meus desejos
Amor precioso.

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Olha pra mim

Ei, você!
Olha pra mim!
Me enxerga!
Me escuta!
Você que vê lá fora,
Olha aqui pra dentro.
Tão perto,
Tão longe...
Mas é fácil,
Um abraço,
Um afago,
Um sorriso...
Você tem a chance.
Um dia tudo acaba,
Aí não tem volta.
Tarde demais.
Então, larga tudo
E olha pra mim.

Autora do texto: Lucia Andrade, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.
 Vídeo extraído por Paulo Nascimento no You Tube.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Valeu, Ayrton!

O capacete amarelo se tingiu de rubro,

O Brasil se tingiu de negro.

O negro do luto.

Perdemos nosso herói.

Nunca mais veremos o capacete amarelo

Acompanhado por uma bandeira do Brasil.

Aquela bandeirinha do final da corrida

Que só ele carregava.

Marca registrada do seu amor por esse País.

Esse país que chora hoje por ele

E que não consegue crer que seja verdade.

Que não consegue crer na cena que marcou o dia.

Que foi vista e revista e revista...

A cena que nos levou o Senna.

O Senna que nos lavava a alma,

Nos enchia de esperança...

Não, não é possível crer

Que não ouviremos mais sua voz,

Não veremos mais seu sorriso,

Não ouviremos o tema da vitória.

Deus abriu os braços para o receber,

Ele achou que seu show aqui já estava completo.

Talvez, em alguma outra dimensão,

Ou talvez mesmo no céu,

Os anjos precisem ver seus dribles nas pistas

Porque apesar de terem asas

Não voam como ele,

Não flutuam como ele.

Quem sabe, em algum lugar,

Tenham inventado um veículo tão bom e veloz

Que só ele possa pilotar?

Ele se foi.

Mas aquele capacete amarelo e o dono dele

Jamais serão esquecidos.

Ele foi o melhor dos melhores.

Valeu, Ayrton!



Para Ayrton Senna da Silva, que hoje completaria 52 anos. Saudades imensas.




Autora do texto: Lucia Andrade, em 21 de março de 2012, publicado em sua página do Facebook. Vídeo extraído do You Tube, por Paulo Nascimento


Pronto, xinguei!

Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial.  Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...