quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O Mais Miserável dos Homens

O Mais Miserável dos Homens

Errei, pequei
Contra o sagrado:
Mexi onde não
Devia ter tocado.

Martirizei, pisei
Sem ter notado:
Desonrei a quem por mim
Mais tinha se doado.

Calei... pensei...
Chorei sobre
Os meus atos;
Aquilo que temia
Já se faz concretizado:
Perdi a quem,
Verdadeiramente,
Tinha me amado.

Autor do texto: Sidney Machado.
Poema registrado no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional.
















Música: O Que Tem de Ser.  Autor: Flávio Venturini.  Vídeo baixado do You Tube.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Propaganda: Pousada Xatô em Miguel Pereira

Pousada Xatô em Miguel Pereira.

Um ótimo programa para quem procura descanso e contato com a natureza, aliados ao conforto, boa recepção e um excelente café da manhã.  Experimente!

O Sr. Ângelo e Sra. Regina terão prazer em atendê-los.

Link para contato: Xatô


Pousada Xatô - Vídeo baixado do You Tube.

O Sábio

O Sábio

O sábio não corre, caminha.
Não discute, filosofa.
Não se exalta,
Enquanto outros se exasperam.
O sábio não deseja ser exemplar,
Embora como exemplo tantos o vejam.
O sábio não se desespera,
Porque sabe avaliar
A relatividade das coisas.
O sábio não busca felicidade nesta vida,
Mas o equilíbrio no viver.
Paz e felicidade?  Só no eterno!
O sábio não almeja  ter tudo;
Mas o dom de num Ser Maior crer.
O sábio, na realidade,
Se acha um tolo,
Enviado pelo sábio Deus, Todo Poderoso.

Autor do texto: Sidney Machado.

Este é o primeiro poema de Sidney Machado que divulgo no meu blog.  É o pseudônimo de Sidnei Santos, graduando em Letras/Português e Literatura.  Eu o encontrei entre outubro/novembro-2013 próximo a UFRJ, na Urca, quando divulgava o seu trabalho por meio de fanzines.
Seus poemas estão registrados no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional.



Música: O Sábio.  Autor: Pablo Sganzerla. Clipe baixado do You Tube.  Site original: http://pablosganzerla.com/


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mundo Animal

A aranha tricoteia a teia suspensa e acerta na mosca.
Sapateia o pato com seu gingado malandreado.
Vaga o vaga-lume com seu lume que pisca-pisca na noite.
O camaleão permeia por entre formas, cores, disfarces e múltiplas faces.
Serpenteia a serpente a enroscar-se em volta de si.
A raposa esperta espreita a presa.  Um bote e...surpresa!
O lobo uivando e transformando a noite em angústia e apreensão.
O leão esgueirando-se na trilha engana a caça, que tenta fugir da desgraça.
O crocodilo e seu olhar à beira d'água, boiando... espreitando a "bóia".
A zebra, como presa, esperando ser a "zebra" do dia.
A hiena e seu bando, rindo de tudo e um naco das sobras esperando .

Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Vídeo: Enciclopédia da Vida Selvagem.  Extraído do You Tube.


domingo, 6 de outubro de 2013

Ator/Atriz

Gestos, insinuações, simulações, sorriso contido,
Caretas, gargalhadas, cenho franzido.
Fuga da câmera, saída de cena, frente e perfil,
Catarse, gritos, sussurros, paixão ao extremo.
Exaustão, tragédia, farsa, comédia.
Todas as sensações em um único ser.
Profusão de sentimentos,
Confusão de personalidades.
Nossas facetas jogadas nas nossas caras
Expondo nossa fragilidade e força ao nosso próprio julgamento.
Na medida de uma representação, nossa realidade desnudada num único ser,
Um ser de cada vez ou nenhum ser real.
Entre múltiplas vivências,
O difícil trajeto de retorno a si mesmo
Um rito de passagem à cada apresentação.


Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Homenagem aos atores e atrizes que pelo amor à arte se viram pelo avesso em busca do melhor personagem.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O povo e o polvo

A série de protestos no nosso país nos últimos dias me levou a refletir sobre o que isso representa.  Neste momento, um cuidado necessário: diferenciar o que é reivindicação justa do que é baderna ou crime.  A falta de atitude diária ao longo desses tempos, onde ações simples no cotidiano poderiam fazer a diferença, levaram ao acúmulo de necessidades não satisfeitas que explodiram de repente, como se de repente tivessem surgido.  Ao mesmo tempo, no dia de hoje, assisto a propaganda de um partido onde fica clara a proposta de incitação ao movimento de massas, aproveitando o momento, como aliás todos os partidos atualmente fazem no Brasil.  Não representam nada e se aproveitam de tudo!
Achei um dos poemas da minha prima Lucia Andrade que eu ainda não havia publicado no blog e descobri a semelhança com o que a anestesia geral propicia os acontecimentos atuais, guardados os exageros.  

Autor do texto: Paulo Nascimento

O povo e o polvo

Olho pro lado, pra vizinhança,
Não vejo nenhuma novidade.
O mesmo ambiente pobre,
Um mundo cego, sem claridade.
Conversa sadia eu não ouço,
Nada falam que me acrescente.
Me afasto pra não emburrecer,
Pra não atrofiar minha mente.
Muito riso e pouco siso,
Todos sentados na calçada.
A vida segue em frente
E essa gente vazia não vê nada.
Injustiças que acontecem,
O planeta que agoniza em vão...
Mas tudo isso é besteira
Se um copo eles têm na mão.
O tempo passa depressa,
A idade há de chegar.
Nada de útil foi feito,
Agora não dá pra voltar.
Os filhos não educaram,
Nenhuma causa defenderam.
Choram hoje amargamente
O ontem que eles perderam.
Entravam na novela das oito,
Adoravam ver Big Bosta,
Gritavam pela Xoxa,
Na Copa faziam aposta.
Ainda sentam na calçada
Lembrando das alegrias.
Continuam sem perspectivas
Pras suas vidas vazias.
Não só um polvo tem tentáculos,
O povo também os tem.
Podem ser cordas a enforcá-los
Ou braços unidos pra fazer o bem.

Autora do texto; Lucia Andrade

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Arraiá Privinido - Republicado

Vamo vê balão no céu?

Pode não, que a tar da Incologia, critica e faiz iscarcéu.

Intão vamo pulá fuguera

Prá isquentá a brincadeira?

Né boa idéia não,

Si prá atendê o povo num tem hospitar

Vai qui um si quema i di novo vira nutiça di jorná.

Du mermo modo tá frito

o pobre qui si mete a tacá no bucho di uma só veiz

batata doce, canjica e quentão,

Óia o istrago feito nas tripa do cristão.

I cadê hospitar qui é bão?

I u fuguetório ixprodindo no céu ? Qui beleza!

Sei lá... vai qui um dispreparado

Vira a pontaria do bicho pro lado errado?

Eita, ma tá difici de cumeçá o arraiá!

Tá certo sê cunciente, evitá os acidente,

Mai a hora é di si divertí.

Chamá logo a sanfona, o triango e a zabumba,

Us sinhozinho, as sinhazinha,

Inté di cidade vizinha

Prá modi nóis farriá,

Qui a vida inda é bela,

I há di inchê di alegria a festa do nosso arraiá.

Cum a proteção de São Pedro, Santo Antônio e São João,

Num haverá pobrema não.

Vai ficá prá lá di bão!


Autor: Paulo Roberto Nascimento, publicado na página VAMUAÍ do Facebook.

Pronto, xinguei!

Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial.  Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...