Na rotina da manhã de hoje, sou surpreendido com a notícia da despedida, deste plano, do cantor Emílio Santiago, a mais bela voz que já ouvi até hoje. Senti uma tristeza sincera como se o conhecesse de perto.
Saí de casa, a caminho do trabalho, com um nó no peito e fui percebendo que em minha mente começava a ser criada uma trilha sonora com algumas belas músicas revestidas de um encantamento daquela voz suave e melodiosa.
Distraído, seguia em direção do metrô de Irajá, pela calçada do lado esquerdo da rua, quando avistei do outro lado uma figura muito querido por mim, um colega de trabalho, já aposentado, em trajes adequados ao seu status atual, ou seja, calção e camiseta.
Foi irresistível! Atravessei a rua e lhe disse:
- Meu dia ficou melhor agora!
E o abracei e beijei no rosto, algo fraternal e inexplicável, um gesto natural desde que nos conhecemos, há uns dezoito anos. Após uma breve conversa nos despedimos e eu segui o meu caminho com o coração mais leve como se uma mensagem angelical tivesse sido derramada em mim.
Despedidas e encontros são comuns em nossas vidas e a elas devemos dar o devido valor. Aos que partem, a nossa saudade e boas lembranças. Nos reencontros, demonstremos nossos melhores sentimentos, numa troca de energia boa e necessária para nos revigorar na longa caminhada em busca da evolução neste plano.
Até breve, Emílio. "O que vale é o sentimento e o amor que a gente tem no coração". Que suas canções sigam como trilha sonora em nossos ouvidos e que as lágrimas ao caírem se transformem em gotas de saudade e esperança de novos reencontros aqui ou em outro plano.
Como recordação, vai uma amostra de um dos belos cds gravados por Emílio Santiago: Dias de Luna.
Autor do texto: Paulo Nascimento
Arquivo de aúdio: Prévia do cd Dias de Luna -1996.
Site: http://www.rdio.com/artist/Emilio_Santiago/album/Dias_De_Luna/
A ideia deste blog é promover agradáveis encontros com os que compartilham minhas esperanças, através das minhas letras incertas. Sejam bem-vindos!
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Jamais busquei você
Queria muitas coisas,
Me preocupava com o ter.
Não te conhecia,
Jamais busquei você.
Andava sempre ocupado
Querendo enriquecer,
Exibir minhas conquistas.
Nunca busquei você.
Minhas posses aumentavam.
Uma família criei.
Virei cidadão respeitável
Mas você jamais busquei.
O ter foi sempre importante.
Ignorava o Ser.
Tinha orgulho do meu império.
E nunca busquei você.
Ouvia muitos falarem
Do que os inundava o ser.
Achava tudo bobagem.
Pra quê buscar você?
No meu mundo muito sólido
Tudo começou a ruir.
E o sofrimento eu descobri.
Me negava a buscar você.
Quando perdi tudo o que tinha,
Incluindo o orgulho.
Vi que sabia chorar,
Que podia buscar você.
E ao me pôr de joelhos
Sem nada mais ter,
Descobri quem era o Ser,
Dentro de mim, meu Deus,
Eu encontrei você.
Autora do texto: Lucia Andrade
Me preocupava com o ter.
Não te conhecia,
Jamais busquei você.
Andava sempre ocupado
Querendo enriquecer,
Exibir minhas conquistas.
Nunca busquei você.
Minhas posses aumentavam.
Uma família criei.
Virei cidadão respeitável
Mas você jamais busquei.
O ter foi sempre importante.
Ignorava o Ser.
Tinha orgulho do meu império.
E nunca busquei você.
Ouvia muitos falarem
Do que os inundava o ser.
Achava tudo bobagem.
Pra quê buscar você?
No meu mundo muito sólido
Tudo começou a ruir.
E o sofrimento eu descobri.
Me negava a buscar você.
Quando perdi tudo o que tinha,
Incluindo o orgulho.
Vi que sabia chorar,
Que podia buscar você.
E ao me pôr de joelhos
Sem nada mais ter,
Descobri quem era o Ser,
Dentro de mim, meu Deus,
Eu encontrei você.
Autora do texto: Lucia Andrade
domingo, 20 de janeiro de 2013
Simples, só papel
Era só papel, sem vida, jogado em um canto, abandonado.
Alguém, necessitado de expressão, uma ideia, palavras soltas precisando de um sentido, dele se utilizou.
Como química, palavras jogadas imprimiram sentimentos represados,
Enclausurados nas masmorras do pensamento.
Em voo livre passearam pelo papel, libertas, sem censura.
Ecoaram medos, diversão, experiências vivenciadas ou fictícias, não importa.
Em avalanche, povoaram nossos pensamentos.
Asas condutoras da nossa imaginação, criaram ambientes para o nosso deleite.
Era só papel. Algo simples que teimamos não enxergar.
Uma vara de condão que toca e transforma vidas. Simples, só um papel.
Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Música: Aquarela - Toquinho. Video extraído do You Tube.
Leia também: Registro de sonhos
Alguém, necessitado de expressão, uma ideia, palavras soltas precisando de um sentido, dele se utilizou.
Como química, palavras jogadas imprimiram sentimentos represados,
Enclausurados nas masmorras do pensamento.
Em voo livre passearam pelo papel, libertas, sem censura.
Ecoaram medos, diversão, experiências vivenciadas ou fictícias, não importa.
Em avalanche, povoaram nossos pensamentos.
Asas condutoras da nossa imaginação, criaram ambientes para o nosso deleite.
Era só papel. Algo simples que teimamos não enxergar.
Uma vara de condão que toca e transforma vidas. Simples, só um papel.
Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Música: Aquarela - Toquinho. Video extraído do You Tube.
Leia também: Registro de sonhos
sábado, 12 de janeiro de 2013
Viagem pelo prazer
É só desejo, língua e saliva
O que o teu corpo cativa
Sussurros, movimentos, cadência sem freios,
Receios ou rodeios
A mente indecente mente, raciocínio ilógico... lógico!
Receios ou rodeios
A mente indecente mente, raciocínio ilógico... lógico!
O momento é do instinto, do toque, da sensação
O maestro é a mão ligeira e sensitiva
O toque dos dedos dedilhando a canção do prazer infinito
No finito tempo que nos desperta
Depois da convulsão
Ao aterrissarmos em pouso leve da breve viagem.
Autor: Paulo Roberto Nascimento
Depois da convulsão
Ao aterrissarmos em pouso leve da breve viagem.
Autor: Paulo Roberto Nascimento
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Porto Seguro
Luz que reluz
Um brilho sedutor
Na manhã cor de chumbo
Colorindo minhas retinas de um azul que só eu vejo
Acordo junto de ti
Livre a cada manhã
O bastante para o meu ser
Meu mundo real que imagino ao teu lado
Em mar bravio meu conforto
Minha rota segura
Minha âncora
Meu seguro porto
Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Música: Pétala Djavan. Vídeo extraído do You Tube
Um brilho sedutor
Na manhã cor de chumbo
Colorindo minhas retinas de um azul que só eu vejo
Acordo junto de ti
Livre a cada manhã
O bastante para o meu ser
Meu mundo real que imagino ao teu lado
Em mar bravio meu conforto
Minha rota segura
Minha âncora
Meu seguro porto
Autor do texto: Paulo Roberto Nascimento
Música: Pétala Djavan. Vídeo extraído do You Tube
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Chuchu na serra
Escolheu a mais gostosinha
Com grau de escrúpulo zero.
Tentou botar na linha
Dançou um belo bolero.
Levou uns chifres na bagagem
O filho de outro tornou-se seu.
Ela adora uma viagem
Com o dinheiro que você deu.
Vê se te manca, Mané
Para de bancar o otário.
Fica remando contra a maré
Vai revistar teu armário.
Quando ela tá em casa
Tá sempre com dor de cabeça.
Toma um chá de simancol
Antes que o chifre apareça.
Entrega pro Ricardão
Deixa ele amargar o prejuízo.
Até o cara que entrega o pão
Se mandou, tem mais juízo.
Foi julgar pela aparência
E pegou o maior bagulho.
Agora chega de demência
E entrega em um embrulho.
Ao primeiro que passar
Ofereça como um diamante,
E se o otário levar
Seja mais esperto doravante.
Mulher de vitrine é manequim
Escolha uma de carne e osso.
Se ainda escolher mal assim
Vai afundar até o pescoço.
Bonitinha sem caráter
Fuja como o diabo da cruz.
Porque se deixar se enganar
Aí, meu filho, nem Jesus.
Autora do texto: Lucia Andrade
Com grau de escrúpulo zero.
Tentou botar na linha
Dançou um belo bolero.
Levou uns chifres na bagagem
O filho de outro tornou-se seu.
Ela adora uma viagem
Com o dinheiro que você deu.
Vê se te manca, Mané
Para de bancar o otário.
Fica remando contra a maré
Vai revistar teu armário.
Quando ela tá em casa
Tá sempre com dor de cabeça.
Toma um chá de simancol
Antes que o chifre apareça.
Entrega pro Ricardão
Deixa ele amargar o prejuízo.
Até o cara que entrega o pão
Se mandou, tem mais juízo.
Foi julgar pela aparência
E pegou o maior bagulho.
Agora chega de demência
E entrega em um embrulho.
Ao primeiro que passar
Ofereça como um diamante,
E se o otário levar
Seja mais esperto doravante.
Mulher de vitrine é manequim
Escolha uma de carne e osso.
Se ainda escolher mal assim
Vai afundar até o pescoço.
Bonitinha sem caráter
Fuja como o diabo da cruz.
Porque se deixar se enganar
Aí, meu filho, nem Jesus.
Autora do texto: Lucia Andrade
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