terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Sonho Possível



Voa livre o pensamento.
Sigo o seu rastro.
Seguro?  Não sei.
De tão livre ao sabor dos ventos,
Para onde vai?
Pelos vãos e desvãos dos sentimentos,
Flutuando acima dos picos da emoção,
Em rasante rente ao perigo iminente?
Passageiro do meu instinto, como um Ícaro sem asas de cera,
Vou na cauda do voo desabusado ao improvável
Rumo ao sonho possível.


Autor do texto: Paulo Nascimento, publicado na página VAMUAÍ, do Facebook.

Imagem: http://vidadeicaro.blogspot.com.br









segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Exilado Coração

    Um pequeno comentário sobre o que a Lucia Andrade expôs no seu texto e a música Teresinha, uma canção transformada em Bethânia poesia que soaria comum na voz de qualquer um outro intérprete: o coração sofrido é terreno árido de esperança até que surja um bom semeador.



No meu pequeno coração
Existiam poucas coisas.
Apenas as essenciais:
Família,
Lar,
Amigos,
Um sonho ou dois,
Nada mais.
Do resto não me preocupava,
Conformava-me somente com isso.
Esse tipo de amor me bastava.
No reino do meu coração,
Como o asteroide do Pequeno Príncipe,
Criei meu mundo
E meu exílio.
Após grandes decepções
Preferi caminhar sozinha.
Até que um belo dia
Os portões abertos esqueci.
Um forasteiro entrou de mansinho
E o governo do meu reino perdi.
Mesmo a mais forte barreira
Não impediu o que aconteceu
E o jardim que imaginava morto
Novamente floresceu.

Autora do texto: Lucia Andrade



Música: Teresinha - Autor: Chico Buarque  Intérprete: Maria Bethânia.
Vídeo extraído do You Tube.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

How can I say?

How can I say
Eu quero beijar sua boca?
I want kiss your mouth?
Se for assim,
Me diz que sim.
Yes, Yes, Yes!
Nada de stop,
Take it easy.
Answer only Yes,
Just Yes, I want too.
Kiss me, kiss me now!
Hold me
E esquece o resto,
Everything...
A aula de inglês
Que fique pra depois,
After.
Let´s go,
Delicious teacher.
Larga o livro.
The book is on the table.
Ele ali deve ficar.
Because I...
I go home, and you
Comigo quero levar.


Autora do texto: Lucia Andrade

Rainha, rainha minha

Vou roubar uma nuvem.
Será a nuvem mais linda.
Construirei ali um castelo
E lá vamos morar.
Te farei minha rainha
E todo dia vou te amar.
De beijos vou te cobrir,
Seu sono eu vou velar.
Vou te pedir em casamento,
No colo te carregar.
Expulsarei os sofrimentos,
Sonhos lindos vou te dar.
Te amo desde sempre.
Pra sempre assim
Pra mim será.
Tendo você do meu lado
Tudo é lindo,
Tudo é perfeito,
Qualquer sonho se torna real.
A vida fica colorida,
Todas as dores ficam pra trás.
Rainha, Rainha minha,
Mulher da minha vida,
Dona da minha existência,
Luz que tanto preciso,
Alma da minha alma,
Essência da minha essência.


Autora do texto: Lucia Andrade

domingo, 9 de setembro de 2012

90 anos do Rádio no Brasil


Imagem: http:www.focandonanoticia.com.br

  No último dia 07 de setembro, além da comemoração pelo Dia da Independência do Brasil, tivemos a comemoração dos 90 anos da primeira transmissão radiofônica oficial feita no Brasil, que foi o discurso do presidente Epitácio Pessoa junto com alguns acordes da ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes.  O discurso foi feito numa exposição, na Praia Vermelha - Rio de Janeiro e o  transmissor de 500 Watts foi instalado pela Westinghouse Eletric Co., no alto do Corcovado.
  Desde então, o invento criado verdadeiramente pelo padre-cientista Roberto Landell de Moura, que patenteou o transmissor de ondas sonoras, em 1904, tem nos trazido informação, diversão e muita emoção.      Eu sou um fã desse veículo de comunicação. 
  A partir da inauguração da primeira emissora de rádio do Brasil a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por Roquette Pinto, seguiram-na a Rádio Mairynk Veiga, a Rádio Educadora, e estações em São Paulo, na Bahia, no Pará e em Pernambuco.
  Pelos nossos ouvidos desfilaram entre outros: o Programa César de Alencar, o Repórter Esso e a novela de maior sucesso radiofônico - O Direito de Nascer - com Paulo Gracindo no papel do médico Albertinho Limonta.  Entre os seriados de aventura Jerônimo, o herói do sertão, foi o mais famoso.  As sonoplastias, com os mais variados e estranhos instrumentos materializavam os sons e ruídos que viajavam na nossa imaginação e nos colocavam dentro da história contada pelo autor.  Eu me lembro do "Incrível, Fantástico, Extraordinário" que, quando criança, me causava arrepios de tão perto do real na sua transmissão. 
  Por esse veículo também nos encantaram as vozes de cantores como:  Francisco Alves, Silvio Caldas, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Luiz Gonzaga, Cauby Peixoto, as irmãs Carmem e Aurora Miranda e Dircinha e Linda Batista, Marlene, Emilinha Borba, Ellen de Lima, Dóris Monteiro, Ângela Maria, Claudia Barroso e Adelaide Chiozzo, só para citar alguns.
Hoje, mesmo com o surgimento da televisão e da internet, o rádio se modernizou e continua sendo um importante veículo de comunicação e entretenimento.

  Coincidentemente, nesta semana, no dia 5 de setembro, o cantor Freddie Mercury, se estivesse vivo, completaria 66 anos.  Farrokh Bulsara, seu nome verdadeiro, nascido na Cidade de Pedra de Zanzibar - à época uma colônia da Inglaterra, foi vocalista da banda britânica de rock Queen e nos deixou em novembro de 1991, vítima de AIDS.  
  No vídeo abaixo explico a coincidência pela tradução da letra da música Radio Ga Ga, onde se fala da importância do rádio em nossas vidas.  Rádio, alguém ainda te ama e eu sou esse alguém. 

Autor do texto: Paulo Nascimento

Fontes:
http://oglobo.globo.com/cultura/

http://www.mlm.landelldemoura.qsl.br/



Vídeo extraído do You Tube - Música: Radio Ga Ga - Queen - Letra Roger Taylor.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Lavagem cerebral

Único.
Indivíduo.
Direito.
Humano.
Livre.
Pensamento.
São.
Sistema.
Constitucional.
Opressão total.
UAU!
Monólogo irracional,
Em uma procura antinatural,
De uma ligação paranormal,
Como um quadro surreal,
Em uma postura antissocial,
Quase contato sobrenatural,
Virei elemento banal,
Na sociedade desigual,
Que quer me tornar igual,
Mais um etcétera e tal,
Com seu modo boçal,
Massificando geral,
Conspiração institucional,
Propaganda infernal,
Em sua constante
Lavagem cerebral.

Autora do texto: Lucia Andrade

Pajem de Mim


Como pajem,
A ti dediquei cada momento de todos os meus momentos.
Bebi cada palavra por ti proferida:
As sãs e as que, nem notaste, abriram profunda ferida.
Talvez não compreendesses a minha dedicação,
Não ouvias meus sentimentos,
Os meus silêncios repetidos, meus mudos apelos.
Sem calor no leito, ou soluções no divã,
Feita a constatação procurei abrigo na minha solidão.
Perdoa-me, mas preferi sentir o frio da manhã
E ser pajem de mim mesmo.

Autor do texto: Paulo Nascimento

Pronto, xinguei!

Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial.  Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...