Dei a você a casa mais bela,
O lugar mais bonito.
Flores na janela,
Frutas no pomar,
Água fresca em cascata,
Mas dela não consegue cuidar.
Mata-se a si mesmo,
Destrói teu próprio lar.
Tuas mãos têm espinho,
Tudo há de te faltar.
Vai dizer que sou injusto.
Que fiz para te punir,
Mas não fui eu o causador.
Você mesmo se priva
Das maravilhas que te dei.
Do oceano que te banhava,
Do sol que te aquecia,
Da lua que te embalava,
E de mim que era seu guia.
A minha imagem pode ter
Mas não se assemelha a mim.
Eu jamais destruiria
O que me dá vida,
O que me alimenta,
No corpo e no espírito.
Renega o teu Pai,
Renega seus irmãos,
Queima o seu paraíso.
O que pretende colher?
Ainda pode mudar seu futuro
Se do seu planeta cuidar.
Aprenda a semear a vida,
Pelas espécies comece a zelar,
E lembre-se, meu filho,
Do seu lado estarei
Sempre que meu nome chamar.
Autora do texto: Lucia Andrade
A ideia deste blog é promover agradáveis encontros com os que compartilham minhas esperanças, através das minhas letras incertas. Sejam bem-vindos!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
A arte é livre
Não tente me ditar o ritmo da música.
Eu sou o artista,
A obra é minha,
Dou-lhe a entonação que quiser.
Pode ser hard, soft, metal,
No estilo que couber,
Ou que minha inspiração me der.
Existem sete notas musicais
Que para mim
São sete vezes setecentos,
Ou quantas meu violão deixar.
Todas que a minha voz
Ousar cantar.
Outras mais que eu puder imaginar.
Nas partituras do meu vício
De musicar
A vida,
O passado
Ou o futuro que virá.
Um artista não se prende à lógica,
Desconhece o impossível,
Mecanismo de bitolar.
Ele dá vida à arte,
Canta o que quer cantar.
Tem na alma a versatilidade
De ouvir o que o som
Quer lhe falar.
Autora do texto: Lucia Andrade
Eu sou o artista,
A obra é minha,
Dou-lhe a entonação que quiser.
Pode ser hard, soft, metal,
No estilo que couber,
Ou que minha inspiração me der.
Existem sete notas musicais
Que para mim
São sete vezes setecentos,
Ou quantas meu violão deixar.
Todas que a minha voz
Ousar cantar.
Outras mais que eu puder imaginar.
Nas partituras do meu vício
De musicar
A vida,
O passado
Ou o futuro que virá.
Um artista não se prende à lógica,
Desconhece o impossível,
Mecanismo de bitolar.
Ele dá vida à arte,
Canta o que quer cantar.
Tem na alma a versatilidade
De ouvir o que o som
Quer lhe falar.
Autora do texto: Lucia Andrade
Incólume
Quisera eu guardar-te novamente
Em meu ventre,
Casulo seguro,
Redoma perfeita.
Quisera eu proteger você
Desse mundo cão.
Entendo agora a dor do parto.
É a dor de ter de dar ao mundo
Nossa carne,
Pedaço do nosso corpo,
Nossa própria alma.
É a dor de não poder guardar
Dentro de si
O tesouro mais precioso,
Depois de ter gerado.
A dor de carregar dois corações.
E sentir para sempre
As alegrias,
As tristezas,
As descobertas,
Do seu e do outro
Que já não é mais seu.
Dois corpos em um só corpo
E ter de entregar um deles
À sorte.
Quisera eu que voltasse
Pra dentro de mim.
E ali ficasse escondido,
Incólume,
Só meu.
Autora do texto: Lucia Andrade
Em meu ventre,
Casulo seguro,
Redoma perfeita.
Quisera eu proteger você
Desse mundo cão.
Entendo agora a dor do parto.
É a dor de ter de dar ao mundo
Nossa carne,
Pedaço do nosso corpo,
Nossa própria alma.
É a dor de não poder guardar
Dentro de si
O tesouro mais precioso,
Depois de ter gerado.
A dor de carregar dois corações.
E sentir para sempre
As alegrias,
As tristezas,
As descobertas,
Do seu e do outro
Que já não é mais seu.
Dois corpos em um só corpo
E ter de entregar um deles
À sorte.
Quisera eu que voltasse
Pra dentro de mim.
E ali ficasse escondido,
Incólume,
Só meu.
Autora do texto: Lucia Andrade
sábado, 15 de dezembro de 2012
Caminhos tortuosos
Nem sempre o caminho certo
É o mais fácil.
Quase nunca é.
É difícil tomar as decisões corretas.
Ser correto é difícil.
Parece que você é o errado
Quando quer fazer o certo.
Geralmente é doloroso,
Quase sempre é,
Fazer o mais acertado.
Escolher não o meio certo,
Ou o meio errado,
Mas o correto,
De verdade.
Que nem sempre é o caminho reto,
Quase nunca é.
Geralmente o caminho tortuoso
É o correto.
E o reto,
É o errado.
Mas se você consegue,
Ao final da sua luta interna,
Seguir o melhor caminho,
O certo,
Continue por ele,
Persevere nele,
Acredite nele.
Na reta de chegada,
Quando olhar para trás,
Terá a certeza
De que fez
A escolha certa
Indo ao encontro de Deus.
Autora do texto: Lucia Andrade
É o mais fácil.
Quase nunca é.
É difícil tomar as decisões corretas.
Ser correto é difícil.
Parece que você é o errado
Quando quer fazer o certo.
Geralmente é doloroso,
Quase sempre é,
Fazer o mais acertado.
Escolher não o meio certo,
Ou o meio errado,
Mas o correto,
De verdade.
Que nem sempre é o caminho reto,
Quase nunca é.
Geralmente o caminho tortuoso
É o correto.
E o reto,
É o errado.
Mas se você consegue,
Ao final da sua luta interna,
Seguir o melhor caminho,
O certo,
Continue por ele,
Persevere nele,
Acredite nele.
Na reta de chegada,
Quando olhar para trás,
Terá a certeza
De que fez
A escolha certa
Indo ao encontro de Deus.
Autora do texto: Lucia Andrade
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
A chama se apagou
Quantos anos tenho?
Não os tenho mais.
Ficaram no passado.
O que o futuro me traz?
Não há mais esperança
De um grande amor encontrar.
Resta somente a lembrança
Do tempo de acreditar.
Acreditar não mais existe,
A chama se apagou.
Os sonhos foram mortos.
O desânimo os matou.
Quantos anos virão?
Não tem como eu saber.
Já não conto mais em anos
Conto os sóis que vejo nascer.
Autora do texto: Lucia Andrade
Não os tenho mais.
Ficaram no passado.
O que o futuro me traz?
Não há mais esperança
De um grande amor encontrar.
Resta somente a lembrança
Do tempo de acreditar.
Acreditar não mais existe,
A chama se apagou.
Os sonhos foram mortos.
O desânimo os matou.
Quantos anos virão?
Não tem como eu saber.
Já não conto mais em anos
Conto os sóis que vejo nascer.
Autora do texto: Lucia Andrade
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Uma porção de tempo
A resistência está chegando ao fim.
O fôlego está acabando.
Me agarro tenazmente
Ao que ainda me resta:
Meu fruto,
Meus sonhos.
Uma hora,
Muito próxima,
O corpo dirá:
Cansei.
Basta!
Me agarro à corda que me prende.
Tento manter-me de pé.
Afundo mais.
O futuro sombrio se apresenta.
O fechar dos olhos
É iminente.
Um assunto pendente,
Dependente.
Ainda não.
Mais um dia,
Uma semana talvez.
Uma gota de sangue,
A cura.
Uma solução mandada pelos céus,
Qualquer coisa.
Mesmo que seja
Só mais uma porção de tempo.
Autora do texto: Lucia Andrade
O fôlego está acabando.
Me agarro tenazmente
Ao que ainda me resta:
Meu fruto,
Meus sonhos.
Uma hora,
Muito próxima,
O corpo dirá:
Cansei.
Basta!
Me agarro à corda que me prende.
Tento manter-me de pé.
Afundo mais.
O futuro sombrio se apresenta.
O fechar dos olhos
É iminente.
Um assunto pendente,
Dependente.
Ainda não.
Mais um dia,
Uma semana talvez.
Uma gota de sangue,
A cura.
Uma solução mandada pelos céus,
Qualquer coisa.
Mesmo que seja
Só mais uma porção de tempo.
Autora do texto: Lucia Andrade
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Música e cor para o mundo
A música cortou o ar.
A cor pintou a nudez dos muros.
Música e cor para o mundo.
Um mundo mais rico,
Mais bonito,
Mais feliz.
Notas musicais em cores vivas.
Cores pintadas em forma de som.
Todos dançando na rua,
Cantando a vida em um só tom.
Casas aquareladas,
Sorrisos abertos,
A cor explode no muro,
O som ecoa no ar.
E o mundo não é mais o mesmo.
Música pra ouvir,
Tinta pra pintar,
Motivos pra sorrir,
Um novo mundo pra contemplar.
Autora do texto: Lucia Andrade
Leia também: A Estrela de Jeremias, Lucia Andrade na Amazon.com
A cor pintou a nudez dos muros.
Música e cor para o mundo.
Um mundo mais rico,
Mais bonito,
Mais feliz.
Notas musicais em cores vivas.
Cores pintadas em forma de som.
Todos dançando na rua,
Cantando a vida em um só tom.
Casas aquareladas,
Sorrisos abertos,
A cor explode no muro,
O som ecoa no ar.
E o mundo não é mais o mesmo.
Música pra ouvir,
Tinta pra pintar,
Motivos pra sorrir,
Um novo mundo pra contemplar.
Autora do texto: Lucia Andrade
Leia também: A Estrela de Jeremias, Lucia Andrade na Amazon.com
Assinar:
Postagens (Atom)
Pronto, xinguei!
Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial. Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...
-
Palavrão é algo com que só me acostumei por volta dos 14 anos, por causa do antigo ginasial. Até ali, mesmo acostumado a escutar não me sen...
-
A música Simples Desejo, de autoria de Jair Oliveira e Luciana Mello, soava em sua mente como trilha sonora da sua vida, pois achava “legal ...
-
Recentemente, aconteceu um fenômeno raro conhecido como "vibração atmosférica induzida", supostamente a causa de um apagão na Euro...